Não faz muito tempo, quando via uma mulher grávida eu era a primeira a torcer a boca e imaginar: " Outra maluquete que coloca filho de mundo". Como educadora, já estava acostumada a receber mães com a mão na cabeça dizendo "Não sei o que fazer com esse/a menino/a, dá um jeito pra mim!". Fui ganhando algumas manhas e defesas com o tempo. A manha com as mães era entonar a voz de um jeito bem carinhoso e dizer com todas as letras que um filho não é problema, é solução. Que não vem pronto feito bolo em padaria. Até aí, ótimo.
Tá, aí casei. E casei com um homem cheio de princípios, querendo formar família, etc e tal. Logo no namoro combinamos alguns pormenores.
Quero filho.
Tu quer?
Quero de verdade verdadeira.
Ai meu Pai. E agora, José? - desespero, choro, mainhamesocorre.
Tudo bem. Filhos posso ter. Você vai ser presente.
Claro que vou.
Então tá bom. Depois de um ano de casamento a gente fala sobre isso.
Veio um ano de casamento e como prometido antes falamos sobre o assunto. Perguntei a mãe, à irmã de sangue, à irmã de fé, a melhor amiga, a Deus, e fiz todo mundo se comprometer que eu não estarei sozinha nessa. Fiquei com tanto medo que falei pra Deus: "Oh, se o Senhor não for comigo, eu não vou. Simples assim" Foi aí que ouvi dentro de mim uma voz dizendo assim: "Te sustentei até aqui e vou continuar te sustentando."
Aí fiquei ousada. rsrs
Decidimos parar com o remédio. E engravidei.
Então, há exatos dois meses e meio sou mãe. Primeiro, mãe de um embrião, depois mãe de um feto. Muitas transformações no meu corpo são vistas a olho nu. Ninguém vê, porém,
Tenho uma outra visão de minha mãe, uma outra visão das mães de todo o mundo. Mãe não é quem pare, é quem passa por esse processo de mudança, de sacrifícios em função de outra vida dentro dela. Tem gente que tem filho e acha que é mãe por causa da dor que sentiu. Uia!
E vamos seguindo! Agora vou saber se é menino ou menina :) Conto pra vocês depois.
Beijos, Jojô
