Digamos que você seja como eu, teve mais muitas experiências desastrosas e ficou achando por um bom tempo que o problema era com o destino, que não queria você feliz acompanhada.
Quando 1 + 1 = 0 torna-se uma equação impossível de se resolver, é justamente naquela fase em que os homens chegam perto, começam a conversar e na sua mente você adivinha o que ele vai falar. Tudo fica um tédio. Esperança é = 0 e essa sim, é uma equação que você nem precisa da fórmula de báskara pra resolver.
Alguém sabe o que você passou. A Samaritana era uma dessas pessoas que tinha tido tantas experiências amorosas ruins que ficou mal falada. E você sabe, quem mora em cidade pequena é justamente esse o medo. Ficar mal falada. Além de mal falada, ela era apontada, e certamente devia sentir uma solidão do tamanho do mundo, como muitas de nós, parece que sentimos pelo menos uma vez na vida. Não explicar direito. Mas eu sei que você me entendeu, simplesmente porque você é mulher.
Mesmo com a dor da rejeição e da solidão ela fazia suas atividades. Preferia fazê-las quando não havia ninguém por perto; uma dessas atividades era pegar aguá no poço ao sol do meio dia, quando as mulheres deviam estar reunidas para fazer outras atividades que não eram ao sol escaldante.
Num desses dias, ao chegar ao poço deparou-se com um homem sentado. Ele lhe pediu água e ela no mesmo instante lhe deu. Quem poderia pedir água a uma mulher samaritana cheia de histórias desagradáveis na vida? Certamente, um homem com muita sede e que não sabia de sua história. Mas ele disse:
Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. João 4:16-18
Não, Ele não era só um homem com sede. Ele sabia das histórias de "desamor" da samaritana. E conhecia a solidão, o desprezo e não ser reconhecido como alguém bom. Ele conhecia o sofrimento dela e mesmo sendo judeu lhe ofereceu a mão.
Poucas vezes encontramos na vida pessoas que podemos reconhecer como amigas. Se você se reconhece na história da samaritana, certamente sabe a que me refiro. Quando olhamos para os lados e só vemos as pessoas nos apontando em julgamentos. Nesses momentos, costumamos pensar que estamos sozinhos e não há vida boa destinada a nós.
Sonhos?
Esses ficam para depois. Quando algum milagre acontecer.
Tem algo que não sai da minha mente: Um homem desconhecido, com sede, pede água a uma mulher samaritana. E ela concede água a ele. E Ele lhe garante que a conhece e sabe de suas dores. Então, ela pensa que Ele é um profeta. E Ele se apresenta como filho de Deus.
Ela sabia o que é estar em um sol escaldante. Ela o encontrou sozinho no poço e ela sabia o que é estar sozinho no poço. Ela lhe deu água. Ela deu o primeiro passo sem saber que estava falando com o Mestre dos Mestres. E depois foi agraciada com a melhor companhia que alguém pode ter. Águas a inundaram!
O que você tem feito com seu sofrimento? A samaritana precisava de água de vida e ao ver alguém sozinho no sol escaldante ofereceu a água que podia oferecer. E você? O que pode oferecer?

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