Entre laços de fita e letras de um certo poema se encontraram dois corações.
Os laços de fita da menina de fala mansa encantou o rapaz de andar manso. Um moço bom e tímido. - Quem disse que ele é tímido?
Ele
é solitário, esse menino definitivamente não é tímido. E olha, é um
rapaz responsável cheio de sonhos e pensamentos que aceleram suas
atitudes - todas meticulosamente planejadas, como se estivesse jogando
um game famoso na sua própria vida com a atenção de quem só joga pra
ganhar.
O olhar desse menino (que não é mais menino) costuma
enganar os leões desse mundo hostil. Enquanto o menino se preparava para
um game, a menina de andar apressado e fala mansa lhe encantou quando
ela lhe falou das coisas boas da vida.
O por do sol, a
bonequinha feita de nuvem, o traçado das gotas de chuva na terra
molhada. Sim, ela tem fé. - Foi o que ele comentou com um amigo em
secreto. A fé dessa menina de laço de fita é tão vista a olho nu que o
segredo do rapaz mudou com o tempo - a questão era o medo do que a fé
dela poderia despertar nas pessoas.
Como é o nome mesmo? Ah! É... fé.
Ele
tinha medo. Sim, sim. Medo. De que as nuvens se desfaçam e ele tenha que
lutar com a realidade novamente de que as coisas não são como ele pensa.
Por isso é fácil ser só e jogar games de vida. Difícil é ser companhia
das boas e depois descobrir que estava só desde o começo e não sabia.
A fé dela move o seu medo em segundos como faz o sorriso de criança com um coração triste.
Agora
ele tem medo de novo. De ter fé e não ser mais um solitário. As fitas
lhe enrolaram os pensamentos, estes que já não são tão ligeiros. Toma
banho de chuva, menino! Ela grita e aos seus ouvidos lhe parecem
sinfonia.
Eis que as nuvens de um dia chuvoso lhe anunciam a
falência de um solitário e o nascimento de algo em sua mente e em seu
coração que ele ainda não sabe bem o nome...

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